Ativismos amazônicos e usos criativos das linguagens

Movimentos ativistas das regiões amazônicas

No módulo, ao analisar textos jornalísticos e da vida pública, os jovens refletem sobre a disputa de território como elemento da geopolítica. Feito esse exame, constroem mapas mentais para expor o que aprenderam. No processo, aprofundam, ainda, a prática da oralidade e, por meio da apreciação e da análise de diferentes linguagens adotadas por jovens nos movimentos sociais, ampliam a concepção de ativismo. Os achados do processo servem de base para a produção de um podcast.

Temáticas abordadas

  • Geopolíticas da Amazônia

Temáticas contemporâneas transversais

  • Multiculturalismo
  • Cidadania e civismo
  • Meio ambiente

Eixo(s) curricular(es) estruturante(s)

  • MCC MCC | Método, conhecimento e ciência
  • MIS MIS | Mediação e intervenção sociocultural
  • IIT IIT | Inovação e intervenção tecnológica
  • MTT MTT | Mundo do trabalho e transformação social

Objetos de conhecimento

Práticas discursivas
Práticas corporais e negociação de sentidos
Textos reivindicatórios, propositivos e normativos
Manifestações socioculturais e processos criativos
Curadoria de práticas de ativismo na Amazônia
Geopolíticas amazônicas e território

Competências comuns para os IFAs

Comunicar, com clareza, objetividade e de forma acessível, informações fundamentadas em conhecimentos das ciências e da filosofia, utilizando diferentes linguagens e ferramentas tecnológicas e exercitando práticas comprometidas com a democratização dos conhecimentos acumulados pela humanidade, o diálogo intercultural, a equidade, a justiça social, a sustentabilidade e a transformação das comunidades escolares e dos territórios.

Valorizar a contribuição de grupos historicamente marginalizados na construção do conhecimento científico, filosófico e tecnológico, bem como na circulação de repertórios de saberes ancestrais e tradicionais; reconhecendo e atuando para superar as barreiras culturais, econômicas, políticas e sociais que diminuem ou impedem o protagonismo das mulheres, da população negra e quilombola, das populações do campo, das águas e das florestas, dos povos originários, da população LGBTQIAPN+ e das pessoas com deficiência, desconstruindo visões machistas, capacitistas, homofóbicas, racistas e eurocêntricas.

Analisar a história, as dinâmicas e as diversas expressões culturais dos movimentos sociais protagonizados por grupos historicamente marginalizados na luta pela afirmação, promoção, proteção e defesa dos direitos humanos, compreendendo suas pautas e reivindicações e seus impactos na construção de uma sociedade mais diversa, justa e equitativa.

Propor ações de intervenção social, analisando com base em dados, as desigualdades históricas e estruturais que impactam diferentes grupos sociais, atuando de forma individual e coletiva no desenvolvimento de iniciativas para a promoção e defesa dos direitos humanos e da justiça social, exercitando seu protagonismo e participação em processos democráticos de mobilização, tomada de decisões e acompanhamento e controle social das políticas públicas.

Utilizar a mediação como ferramenta de resolução de conflitos de ordem pessoal e coletiva, na sua participação social em esfera local, regional e global, exercitando o diálogo, a empatia e a escuta ativa nas estratégias de negociação, argumentação e tomada de decisão, considerando diferentes perspectivas culturais, sociais e políticas para construir soluções colaborativas, sustentáveis e éticas no enfrentamento às desigualdades, no combate da violência e na defesa e fortalecimento de instituições democráticas.

Propor soluções para desafios sociais complexos relacionados aos diferentes campos da vida comum, em áreas como saúde pública, economia e emergência climática, articulando conhecimentos teóricos e práticos em perspectivas interdisciplinares, utilizando análise de dados, padrões e variações em fenômenos naturais e dinâmicas sociais na formulação e validação de modelos para a compreensão e resolução de problemas contemporâneos.

Implementar iniciativas e soluções inovadoras, com uso de tecnologias emergentes, que contribuam para a solução de problemas complexos, exercitando o comportamento investigativo, com a mobilização de estratégias de pesquisa e inovação científica, com compromisso na promoção do bem-estar coletivo e da sustentabilidade socioambiental.

Desenvolver um projeto de vida integrando autoconhecimento, o compromisso com o bem-estar coletivo e a sustentabilidade socioambiental definindo objetivos e metas pessoais, profissional e acadêmicas de forma a conciliar aspirações individuais com ações coletivas transformadoras que dialoguem com o mundo do trabalho e com desafios locais, regionais, nacionais e globais.

Habilidades da área do conhecimento

(EM13LGG304)

Formular propostas, intervir e tomar decisões que levem em conta o bem comum e os Direitos Humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global.

(EM13LGG305)

Mapear e criar, por meio de práticas de linguagem, possibilidades de atuação social, política, artística e cultural para enfrentar desafios contemporâneos, discutindo princípios e objetivos dessa atuação de maneira crítica, criativa, solidária e ética.

Objetivos de aprendizagem da área nos IFAs

Aplicar métodos investigativos e analíticos na compreensão crítica dos processos de produção, circulação e recepção das diversas formas de linguagem (verbal, visual, corporal, multimodal e digital), reconhecendo-as como fenômenos socio-histórico-culturais e político-econômicos, mobilizando conhecimentos interdisciplinares para avaliar e utilizar os discursos e as práticas sociais da linguagem, promovendo autonomia na produção e interpretação de sentidos para a na democratização dos saberes.

Desenvolver o senso estético, ampliando o repertório cultural para reconhecer, valorizar e fruir manifestações artísticas, discursivas e culturais como expressões identitárias e históricas nos campos artístico-literário e midiático, analisando criticamente suas relações com os contextos sociais e evidenciando as contribuições de grupos historicamente marginalizados na construção de performances narrativas e das artes, promovendo a diversidade, a equidade e os direitos humanos na produção, circulação e recepção de discursos e práticas culturais.

Utilizar, de maneira autônoma, ética e responsável, as diferentes linguagens (artísticas, corporais, verbais, multimodais e digitais) como instrumentos de mediação e intervenção social, mobilizando conhecimentos sobre práticas discursivas e linguísticas para promover o diálogo intercultural, a justiça social e os direitos humanos e para fortalecer a participação cidadã.

Aplicar estratégias de comunicação nos campos da vida pessoal, das práticas de estudo e pesquisa e da vida pública para mobilizar conhecimentos linguísticos, discursivos e culturais, articulando autoconhecimento e consciência política e intercultural nas relações sociais e de trabalho, promovendo o diálogo, a inclusão e a valorização da diversidade linguística e cultural.

Atividades

  • Análise de gêneros discursivos e de produções culturais
  • Produção de mapa mental e de podcast
  • Reflexão sobre a relação entre demarcação de terras e disputas territoriais

Expectativas de aprendizagem

  • Fruir e apreciar manifestações artísticas e socioculturais de diferentes linguagens, nos contextos da Amazônia Legal, oriundas de movimentos sociais.
  • Diagnosticar problemas relativos a conflitos, ausência de políticas públicas, desrespeito aos direitos constitucionais, entre outros aspectos, e relacioná-los aos desafios de viver na Amazônia.
  • Analisar possibilidades de atuação social em seus entornos, considerando contextos de produção (sujeitos envolvidos, motivação, objetivo) e de circulação (meios e modos).
  • Engajar-se em práticas situadas e diversas de linguagens (artísticas, corporais e verbais) e na produção (individual e/ou coletiva) de textos propositivos e reivindicatórios.